O QUE SOU EU
Sou pó...poeira de estrelas, caída no lugar certo, no ambiente perfeito, fundamentalmente propício à vida e procriação das mesmas. Uma tênue luz no imenso mar cintilante, um monólogo interior dos meus pensamentos, dos meus vazios, vez ou outra interrompido pelos gritos silenciosos que pairam nos prostíbulos, nos bares, nos cárceres, nas ruas e lares; como que um castigo trazido no gene, no DNA da própria alma. 
Eu... Um singular relativo do absoluto. 
O Absoluto: engenheiro e arquiteto na construção de si mesmo; em um todo intransitivo, imperativo, categórico. Atemporal, adimensional, infinito. Todas as equações e fórmulas e o resultado de todas elas em Si, a matemática da lógica perfeita. 
Eu... Semente do acaso, fagulha do conhecimento, flash de inspiração, átomos e caos, química dos elementos, um momento no tempo-espaço, subjetividade permanente, uma variável constante. 
Humano, Insano, profano, complexo, perplexo e alienado. Um co-autor não por excelência, mas por deformidade. Uma centelha sem teto, por vezes sem chão, um charco, um deserto. Uma metáfora, metafísica, múltipla escolha: o espetáculo e o espectador, o juiz, o réu e o carrasco executor. 
Eu... Um viajante errante, livre em minhas prisões. 
Eu... O cerne da pretensão. 
Eu... Ser, poeira, pó, o eterno princípio de um fim...sem FIM...

Guya

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