VIVO


Eu era um nada...um nada se formando à todas as possibilidades de mim.
Tecendo cada fibra de meu corpo, cada célula, cada átomo...
Eu nem imaginava o mundo, na verdade, eu nem era eu ainda!
Apenas o esboço de uma pálida luz, eu era na imensidão.
Lembro-me vagamente de uma escuridão, de um nada, de um não existir.
Mas, como posso eu lembrar, se era um nada, um não existir?
Por que eu me senti acor
dando de um não lugar, onde eu não me sabia e senti o pulsar de todas as coisas a minha volta...
Por que me lembro que abri os olhos e vi a luz do mundo vivo de todas as formas, de todas as coisas e uma sensação inexplicável de existir e ser em mim mesmo.
Então compreendi que era vivo.
Vivo, porque dentro de mim em algum lugar havia um pensamento.
Vivo, porque senti a inimaginável aflição dos mistérios, do não saber porquês.
Vivo, porque ouvi o canto desafinado de minhas imperfeições.
Vivo, porque ouvi os anseios de minh'alma e de minha carne...
Anseios de me saber, de preencher meus vazios de saberes, de sabores e cores vivas; de prazeres e amores...vida.
Vivo...porque nunca havia me sentido...

Guya

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