Quem sou, senão uma procura de todos os meus Eus à descobrir-se!
E que em uma ânsia louca do saber se perde pelo caminho.
E ainda que eu me perca em minhas buscas, a minha ânsia pelo saber sempre me mostrará uma saída, lançando-me em voos cada vez mais altos para dentro de mim.
A minha alma ainda bruta e adormecida tem cheiro de terra de chão...de apego.
Eu sou o mistério em mim mesmo, isso é o que sou!
Hei de conhecer-me e juntar todos os meus Eus em um só...um só EU em mim.
Hei de saber o que EU SOU!
Hei de conhecer, quem EU SOU e, porque EU SOU...
E por fim descobrir que apenas e simplesmente SOU, esse imenso e vasto Universo de mim mesmo... nada mais.
E enquanto os tolos se acomodam em suas próprias respostas, eu troco o "eu creio" pelo (EU PENSO), "eu sei" pelo (EU SINTO) e a convicção de saber as respostas, PELA DÚVIDA.
É por não acreditar em verdades absolutas, ENQUANTO RELATIVAS, é que penso.
As vezes precisamos parar para percebermos e aceitar, que não somos pequenos somente no nosso tamanho físico, mas também na nossa forma de pensar, acreditar e agir.
É quando abrimos os nossos olhos e mente às belezas e possibilidades da realidade que nos cerca, é que podemos entender o significado da palavra DIVINO. E não quando projetamos em nossas mentes, utópicas fantasias, como a um filme, hipnotizando-nos em paisagens absurdamente irreais.
É na dor de estarmos vivo que tudo acontece, inclusive o de sabermos a nós mesmos para curar-nos de nós mesmos.
É na verdade do inconsciente que acontece o milagre.
A verdade está intrínseca em todo ser, desde o mais resignado, passando pelo mais pudoroso, ao sigilo dos hipócritas.
É quando não nos permitimos navegar em nossos vastos mares, que nos limitamos amedrontados a margem de nós mesmos.
É quando não mergulhamos nas profundas águas do oceano do saber, que tudo nos parece misterioso.
Tudo vejo, quando cheiro e toco, mas, relutamos em não enxergar os espaços entre o cheiro e o toque, que é onde verdadeiramente habita todo o misterioso sentido do existir.
Enfim, alienados pela sedução do: "um dia chegarei lá!", perdemos todo sentido da procura, do ser e estar, aqui e agora, que é onde tudo acontece e faz palpitar.
É simples, tudo é muito simples!...
É quando sinto, que sei quem sou.
E é quando penso, que deixo de ser gota, para tornar-me mar.
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