Eu era triste e, triste era a noite em que eu sonhava.
E em meus desertos morria a flor...
Louco eu gritava ao vazio:
Óh Deus, eu perguntava! Por que estou vivo?
Caminhava quase à merce de meus passos e em meus pensamentos a divagar loucuras.
Foi então que fiz a minha dor pronunciar palavras...foi onde me encontrei em minhas verdades.
E consciente de minha missão, me tornei poeta.
E como poeta que sou, viajante de mundos abstratos, onde minha alma em um voo solitário, cada vez mais se distancia dessa louca realidade; pinto meus sonhos em aquarelas de diferentes matizes.
E em meio a minha solitude, que silenciosamente me açoita, sem oferecer qualquer resistência, me jogo em direção à um oásis de sentimentos e palavras que me toma.
Porque sou poeta! E um SER poeta, é aquele que consegue tocar o coração humano, e os atingir com a intensidade de seus próprios sentimentos, que traduzidos em palavras, ecoa no imensurável vazio de todos os desertos.
Guya

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